segunda-feira, 14 de maio de 2012

TELÔMEROS, TELOMERASE E A OVELHA DOLLY!




BOM DIA GALERA!! Hoje abordaremos um tema importantíssimo no assunto de envelhecimento genético: os telômeros! Apreciem sem moderação!

Os telômeros apresentam importância imensurável no processo de envelhecimento. Essas estruturas estão localizadas nas pontas dos cromossomos e impedem que esses cromossomos sejam danificados ao longo das divisões celulares e que o genoma permaneça íntegro. Para que uma célula permanece se dividindo e não envelheça, é necessário que estes telômeros sejam longos o bastante para suportar sucessivos desgastes e encurtamentos nas divisões celulares. O tamanho dos telômeros é algo determinado geneticamente.



Estruturalmente, os telômeros são compostos por centenas de repetições de DNA, que em uma fita apresentam sequencia 5’-GGGGTT- 3’, e 5’- CCCCAA-3’ na outra (fita complementar)d. As extremidades das fitas curtas podem enovelar sobre si mesmo formando uma estrutura em forma de Loop, essencial para o funcionamento adequado do telômero e sua conservação.  Diversas enzimas garantem esse bom funcionamento dos telômeros, dentre elas a TRF1, a TRF2, a POT1, e a TIN2, porem há uma enzima em particular que apresenta destaque quando o assunto é envelhecimento, que é a telomerase. Essa enzima ribonucleoproteica pertence a classe das DNA polimerases e possui função de repor telômeros na extremidade dos cromossomos, estabilizando o comprimento dos telômeros.

O modo de atuação da telomerase é um assunto de extrema relevância no assunto de envelhecimento, pois a sua manipulação pode ser usado para diminuir o desgaste dos telômeros. A telomerase apresenta uma parte protéica e uma parte composta composta por uma molécula de RNA com nucleotídeos complementares aos dos telômeros em que atuarão. Quando a telomerase se encontra com o telômero, ocorre o pareamento da fita complementar da telomerase com a fita base do telômero. Esse encaixe serva para que, a medida que a telomerase se desloque sobre o telômeros, novas sequencias de nucleotídeos teloméricas sejam adicionadas aos telômeros, repondo assim a camada protetora dos cromossomos.  Muitas células apresentam o gene produtor dessa enzima na forma inativa e portanto apresentam uma vida reprodutiva curta. Células que apresentam grandes quantidades de telomerase apresentam uma vida útil maior e um envelhecimento mais devagar.

A teoria que põe os telômeros como “relógios molecular das células, embora seja recente, já apresenta confirmação cientifica baseado em diversas experimentos.  Um dos experimentos que mais esclareceu a importância dos telômeros no envelhecimento, foi a clonagem da ovelha Dolly.  As células utilizadas para a clonagem foram obtidas a partir da glândula mamaria  de uma ovelha adulta, o que implica que os telômeros dessas células eram menores devido ao desgaste dos ciclos reprodutivos anteriores. A ovelha Dolly ao longo da sua vida, apresentou sintomas de envelhecimento precoce. Dolly sofria de artrite de joelho e quadril na perna direita e apos apenas 6 anos de vida morreu devido a uma doença crônica e degenerativa nos pulmões. Esse experimento se mostrou muito revelador no assunto de telômeros, pois foi um dos primeiros a mostrar de fato a relação entre telômeros curtos e o envelhecimento precoce.

Os telômeros têm ajudado bastante a esclarecer melhor o processo de envelhecimento. Imagino que num futuro próximo, a manipulação dessas estruturas e das enzimas que a auxiliam servirão para oferecer para a população um envelhecimento mais tardio das células.
 Postado por Artur Burle

http://www.bioetica.ufrgs.br/dolly.htm

http://genetica.ufcspa.edu.br/Telomerase.pdf

http://medicina.med.up.pt/bcm/trabalhos/2006/semtelomeroseimortalizacao.pdf

http://cienciahoje.uol.com.br/banco-de-

imagens/lg/protected/ch/229/telomeros.pdf/view [PDF]

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Como age o BOTOX?

Oi galera !
Imagino que vocês estejam muito ansiosos para que voltemos a postar sobre métodos antienvelhecimento e métodos de rejuvenescimento não é? Pois bem, o tema de hoje é sobre a bioquímica do BOTOX®.
Como já foi dito anteriormente, o BOTOX® é o nome usual da toxina botulínica tipo A usada para tratamentos faciais. Esta toxina é secretada pela bactéria Clostridium botulinum e está relacionada com uma doença muito importante, o botulismo, adquirida principalmente a partir da ingestão de alimentos contaminados. Esta doença causa paralisia muscular, podendo levar a morte.
Mas então como uma toxina fatal pode ser usada como método de tratamento estético ?
A toxina pode ser utilizada como BOTOX®, por este ser aplicado em doses quase homeopáticas de forma local. Assim, sua ação paralisante muscular age, teoricamente, apenas na região desejada, não existindo em quantidade suficiente para agir em músculos vitais. O importante é ressaltar que existem controvérsias sobre este ser um método totalmente seguro, já que existe sim a possibilidade de uma parte dele se espalhar na corrente sanguínea.
Algo bastante interessante é a evolução do uso da toxina botulínica pelos humanos, já que o inicio da sua utilização era voltada totalmente como medicamento. Aproximadamente em 1970, esta foi usada para tratar o estrabismo, já que age paralisando a musculatura responsável pela motricidade e centralização do olho. No final de 1980 foi usada como droga terapêutica de distúrbios musculares, como blefarospasmo, e outras distonias focais. Atualmente ela é usada também como relaxante muscular, apesar de ser mais popular na área puramente estética.

AÇÃO DA TOXINA BOTULINICA NO ORGANISMO:

A bioquímica desta toxina é muito interessante. Ela é um polipeptídeo constituído por uma estrutura de cadeia leve e uma de cadeia pesada, unidas por uma ligação dissulfeto. Entrando em contato com a membrana externa dos neurônios, a partir da circulação nos sistemas circulatório e linfático, ela se liga à membrana por intermédio de receptores desta e é fagocitada pela célula.
Esta endocitose é mediada por proteínas chamadas clatrinas, que estão relacionadas aos diversos mecanismos de formação de vesículas das células, e neste processo só a cadeia leve adentra a célula. Depois de conseguir atingir o citossol, a cadeia leve da toxina se liga a receptores de proteínas de membrana responsáveis por fazer exocitose das vesículas que contêm os neurotransmissores acetilcolina, os tornando inativos.
Com isso a acetilcolina, neurotransmissor presente nas placas motoras (conjunto de fibras musculares e terminações nervosas que possibilitam sua contração), apesar de continuar a ser produzida normalmente não consegue se exteriorizar. Logo, os músculos não recebem estímulos para contrair, o que leva à paralisia flácida. Com o tempo, o próprio neurônio produz mais receptores responsáveis pela exocitose, inativando o efeito da toxina.
Nos tratamentos faciais, todo esse processo ocorre nos músculos desejados, e por isso os músculos da face se tornam incapazes de se contraírem por algum tempo. E, como as rugas de expressão são decorrentes da diminuição da sustentação da pele e se encontram nas regiões que ocorrem mais contrações musculares, seguindo inclusive a direção das fibras musculares, a paralisia dos músculos da mímica facial atenua as rugas de expressão.


Espero que tudo tenha ficado claro para todos vocês e qualquer dúvida é só postar, que tentaremos responde-la da melhor forma possível. E só uma curiosidade: o nome da toxina deriva da palavra em latim referente à salsicha, já que ela foi descoberta na Alemanha em salsichas contaminadas.


Referencias:

sábado, 5 de maio de 2012

Envelhecimento da pele


Olá pessoal! Falarei aqui de uma das marcas mais evidentes da idade: o envelhecimento da pele. Como outros tecidos do corpo humano, a pele sofre degradação com o avanço da idade. No entanto, por ser um órgão externo, ela também está exposta ao sol, o que pode intensificar seu envelhecimento.


Hoje em dia é super comum mulheres e até homens correrem atrás de medicamentos, cremes e cirurgias plásticas para retardar o envelhecimento da pele. Não é brincadeira a quantidade de pessoas que perdem autoestima e ficam deprimidas nos primeiros sinais de rugas no rosto. Mas, bioquimicamente falando, como se dá esse processo?
Pessoas jovens e pessoas velhas tem a pele diferenteA pele é o maior órgão do corpo humano, sendo formada superficialmente por uma camada fina de tecido epitelial – a epiderme e profundamente por uma camada mais grossa de tecido conjuntivo – a derme. A derme é formada por poucas células, imersas em uma matriz de fibras de colágeno, fibras elásticas e glicoproteínas que dão sua consistência, elasticidade e garantem sua hidratação. Esses componentes tem vida útil muito longa, o que os torna suscetíveis a envelhecimento molecular.
Representação da pele
A remodelação da matriz extracelular da derme, com degradação de seus componentes, é a causa do envelhecimento da pele, formando rugas e tornando-a menos elástica e hidratada. Essa remodelação pode ocorrer por processos naturais, mas ela é muito intensificada pela exposição a raios ultravioletas. Na remodelação natural, ocorre a degradação das fibras de colágeno tipo I, III e IV, elastina,    fibrilina e frações de oligossacarídeos, responsáveis pela retenção de água. Na remodelação por fotoenvelhecimento, além desses eventos, ainda ocorre a degradação de colágeno tipo VI, responsável pela “ancoragem” da epiderme na derme.
Não está totalmente elucidado como ocorre a degradação dos componentes da matriz da derme por envelhecimento natural. Quanto ao fotoenvelhecimento, acredita-se que os raios ultravioleta causem danos às proteínas com aminoácidos que absorvem essa radiação – cisteína, histidina, fenilanina, tirosina e triptofano. A exposição excessiva ao sol pode, também, causar câncer de pele.
A pele é muito importante para o ser humano como indivíduo, pois é ela que forma a aparência externa de cada um. Aceitar a mudança da pele com a idade e cuidar dela evitando a exposição excessiva ao sol é essencial para a saúde física e psíquica do indivíduo.
 Postado por Fernando H. M. Nóbrega

 Fontes: Molecular aspects of skin ageing por Elizabeth C. Naylor, Rachel E.B. Watson e Michael J. Sherratt
Mechanisms of Photoaging and Chronological Skin Aging por Gary J. Fisher, PhD; Sewon Kang, MD; James Varani, PhD; Zsuzsanna Bata-Csorgo, MD; Yinsheng Wan, PhD; Subhash Datta, PhD; John J Voorhees, MD

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Envelhecimento do Sistema Neurocognitivo


Oi galera!
Nessa parte do blog, nós explicaremos a influência do envelhecimento na neurocognição e as principais doenças relacionadas a isso. Hoje faremos uma introdução sobre esse assunto.
O sistema neurocognitivo é a parte do sistema nervoso que proporciona conhecimento ao ser humano, de modo que ele possa ter atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. Como já foi observado no blog, o envelhecimento proporciona o progressivo mau funcionamento dos organismos em geral, e a degradação do sistema neurocognitivo também deve ser considerada.
O cérebro do indivíduo idoso geralmente é menor e mais leve que o de um adulto saudável. Além disso, os números de neurônios e de sinapses diminuem à medida que a pessoa envelhece. Isso gera sintomas psicológicos e físicos, como lapsos de memória, raciocínio mais lento, tremores, dificuldades de locomoção, entre outros.

Ademais, o envelhecimento proporciona uma diminuição na produção, na liberação e no metabolismo de neurotransmissores. A concentração de enzimas envolvidas em cascatas e em redução de sinais também é reduzida, inclusive das enzimas que regulam a homeostase do cálcio. Este regula a síntese e liberação de neurotransmissores, a excitabilidade neuronal e a fosforilação de proteínas. O acúmulo de cálcio no cérebro do idoso gera morte celular.
A produção de dopamina, precursora da adrenalina e da noradrenalina, é altamente afetada com a progressão da idade, e seus níveis são os que mais diminuem. Entretanto os níveis de acetilcolina também se tornam baixos. Há enzimas que podem ter sua concentração aumentada, como a monoaminoxidase.
O substrato chave da síntese de acetilcolina é a acetilcoenzima A, sintetizada no cérebro pela glicólise anaeróbica, apenas. Desse modo, pode-se afirmar que a redução do “turnover” da glicose afeta a síntese desse neurotransmissor, ou seja, a baixa atividade da glicólise no cérebro, provocada pelo envelhecimento, diminui a produção de acetilcolina, o que gera redução da atenção e da capacidade de aprendizado.
No líquido cefalorraquidiano, há evidências de que os níveis de noradrenalina e do 5-HIAA, metabólito da serotonina, aumentam. Também há um crescimento dos níveis séricos de metoxi-4-hidroxifenilglicol. No que diz respeito à concentração de noradrenalina no cérebro, há pesquisadores que afirmam que ela diminui, enquanto outros dizem que ela se mantém.
Há também controversas sobre o que acontece com os níveis de serotonina na medida em que o organismo envelhece. Alguns estudos afirmam que eles diminuem, e outros dizem que eles não sofrem modificações significativas. Divergências também existem no estudo das concentrações de glutamato no córtex cerebral, que podem ser reduzidas, aumentadas ou mantidas, também nas concentrações de GABA também no córtex do cérebro, que foi encontrada diminuída ou normal.

Nas próximas publicações sobre esse tema, serão abordadas as principais características bioquímicas de algumas doenças relacionadas ao sistema neurocognitivo e influenciadas pelo envelhecimento.
Até mais, leitores!


Postado por: Daniela Pinheiro


Bibliografia:
www.idosofisioabdala.com/86101/86143.html
www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2010/RN1802/262%20revisao.pdf

Método anti o quê?


"Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz, você precisa aprender a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, aprender a gostar de quem também gosta de você."
Mario Quintana


Essa área do blog tratará sobre métodos de antienvelhecimento. Então, é uma boa introduzir o assunto desfazendo uma confusão que as pessoas fazem bastante: afinal, qual a diferença entre métodos antienvelhecimento e métodos de rejuvenescimento?
É incrível perceber o quanto esses dois conceitos são confundidos no dia-a-dia, inclusive pela mídia! Por exemplo, se você digitar no Google “métodos antienvelhecimento” a grande maioria dos artigos e propagandas que aparecem fazem alusão a maneiras de se amenizar ou reverter o envelhecimento que já existe. Logo, como isso pode ser um método antienvelhecimento?
Estes são na verdade métodos de rejuvenescimento, que tratam tecidos que já sofreram o envelhecimento, para tentar remediá-lo. Um exemplo bem comum é o botox, aplicação de doses de toxina botulínica tipo A, substancia produzida pela bactéria Clostridium botulinum, e que     é um potente paralisantes muscular (diminui as rugas de expressão temporariamente, ao limitar a movimentação dos músculos faciais).   
Portanto, por definição, métodos antienvelhecimento são meios pelos quais se PREVINE o envelhecimento do corpo em geral. Podem ser cremes anti-rugas e outros métodos cosméticos ou atos simples e muito mais efetivos, como o ato alimentar correto e a prática regular de esportes. Por isso, estes métodos e outros serão o assunto das próximas postagens... E que comece a bioquímica de verdade!






Postado por: Fernanda Cruz









terça-feira, 1 de maio de 2012

Taxa Metabólica Basal


Oi Pessoal!

Hoje, eu vou começar a falar um pouco sobre a relação do metabolismo com o processo de envelhecimento.
        O metabolismo compreende o conjunto de reações químicas e físicas que permitem o funcionamento do organismo. Ele é dividido em catabolismo e anabolismo que são, respectivamente, reações de quebra e de síntese de biomoléculas como proteínas, lipídeos ou ácidos nucleicos. A partir desses dois conceitos, define-se homeostase como um equíbrio entre anabolismo e catabolismo, ou seja, quebra-se tanto quanto constrói-se. 

  
     

      Para que possamos realizar atividades físicas ou fazer coisas mais simples como subir escadas ou passear o cachorro, o nosso corpo consome energia que é ofertada pelos alimentos que ingerimos. No entanto, quando estamos em repouso, o nosso organismo continua gastanto energia, só que somente a necessária para nos mantermos vivos, ou seja, aquela que permita o funcionamento dos órgãos e a manutenção das funções vitais. Essa quantidade mínima de energia necessária é o que se chama de taxa metabólica basal (TMB). Para se medir a TMB, utiliza-se a equação de Harris-Benedict:

Homens: TMB = 66,47 + (13,75 . P) + ( 5,00 . A) - (6,76 . I)

Mulheres: TMB = 655,1 + (9,56 . P) + ( 1,85 . A) - (4,68 . I)

                                 Cosiderando que: P = peso A= altura I = idade em anos

      A partir das equações acima, é possível concluir que a taxa metabólica basal depende do peso, da idade e da altura.
      Durante o processo de envelhecimento não é comum haver uma grande variação no peso da pessoa, apesar de ser comum o ganho de massa gorda, que se concentra na região abdominal e a perda de massa magra.
      À medida que se envelhece, ocorrem mudanças no organismo que irão influenciar a taxa metabólica basal. Pesquisas demonstram que ao se comparar a TMB calculada e a medida, os jovens não apresentam grande variação entre as duas enquanto os velhos apresentam uma queda na TMB medida em relação à calculada. Essas variações ocorrem, no entanto, independente de mudanças na composição do organismo, o que comprova que há uma diminuição da TMB devido ao envelhecimento e não às mudanças na composição do organismo. Isso significa que, apesar de haver variações de massa livre de gordura e de massa gorda, o peso se mantém e, portanto, não deveria haver uma variação considerável da TMB, que, entretanto, é observada em pessoas mais velhas. Acredita-se que essa variação possa ser explicada devido à mudança na composição da massa livre de gordura observada em idades mais avançadas.
    Os diferentes órgãos apresentam uma participação distinta na massa livre de gordura e na Taxa Metabólica Basal. Como exemplo, pode-se citar o cérebro, o fígado, o coração e os rins que respondem por cerca de 60% da TMB, no entanto, contribuem com apenas 7% da massa livre de gordura. É comprovado que a idade altera a participação desses órgãos na TMB, mas não altera sua massa. Portanto, conclui-se que a queda da TMB dos órgãos pode ser uma das responsáveis por uma queda na TMB do indivíduo.
   Observa-se, a partir das considerações feitas acima, que o envelhecimento causa alterações no metabolismo que dependem da quantidade de exercício físico praticado e da alimentação de cada um.
Fique de olho, porque mais postagens sobre o envelhecimento metabólico estarão disponíveis em breve!

Postado por: Carolina Saldanha


Referências Bibliográficas:

Artigo “Body composition changes with aging: The cause or the result of alterations in metabolic rate and macronutrient oxidation? “ de Marie-Pierre St-Onge, Ph.D. e Dympna Gallagher, Ed.D.


Teorias Genéticas


OLÁ PESSOAL!
Em nossa primeira postagem abordaremos as principais teorias genéticas que buscam explicar o envelhecimento do ser humano. Boa leitura.
O processo de envelhecimento pode ser esclarecido por diversas teorias, porém não há teoria que melhor justifique as razões pelo envelhecimento individualizado de cada um do que as teorias genéticas.  Essas teorias partem do princípio de que certos genes presentes no DNA são responsáveis pela eficiência e a durabilidade dos processos metabólicos e pela taxa de envelhecimento celular. Com base nessas teoria, é possível, por exemplo, tentar esclarecer a maior longevidade em indivíduos do gênero feminino. A quantidade de cromossomos X, o encurtamento telomérico reduzido e a proteção oxidativa presentes nos indivíduos deste gênero possibilitam um envelhecimento tardio. 
As três principais teorias genéticas difundidas atualmente são:
A Teoria dos Erro Catastróficos  esta teoria interpreta que o envelhecimento ocorre a partir do momento em que começam a ocorrer erros e perda de eficiência em processos envolvendo o DNA como tradução, transcrição e mutação. Esses erros comprometem a eficiência de células e quando ocorrem em massa dão inicio ao Efeito Dominó metabólico, que passa a comprometer a síntese de proteínas essenciais e termina debilitando a função de sistemas e órgãos inteiros levando ao colapso do organismo. A aminoácil-sintetase, por exemplo, tem uma função imprescindível para o funcionamento da célula, pois liga o aminoácido ao RNAt na tradução, processo este que ocorre corriqueiramente na célula. O funcionamento incorreto dessa enzima pode acarretar em uma mudança das estruturas primárias das proteínas por ela formadas, desestabilizando completamente o metabolismo celular.



                                                                          Teoria da Senescência-esta teoria explica que as células possuem sequências de genes repetitivas que estão normalmente reprimidas. Quando um gene é lesado ou debilitado, há outro gene idêntico que é responsável por sua reposição. Esse mecanismo de proteção genética ajuda a prevenir ou retardar erros ou deficiências metabólicas devido a essa lesão. Essa teoria prevê que pessoas com longevidade apresentam maior redundância genética, como também maiores quantidades de cópias de genes ativos prontas para reposição.





Limite de Hayflick – esta 
teoria afirma haver a presença de um limite máximo de reprodução celular em todos os organismos. Esse limite é predeterminado geneticamente e quando ele é alcançado o pleno funcionamento da célula é debilitado.  Essa teoria abriu as portas para um assunto inovador no tópico de envelhecimento que é a importância do DNA mitocondrial para o funcionamento do corpo. Experimentos mostraram que mutações ocorridas em DNA mitocondrial diminuíram a produção energética celular, diminuindo também a eficiência do seu ciclo celular. Essas mutações geram defeito na cadeia respiratória mitocondrial e levam á produção de radicais livres, que contribuem para a formação de delações. O surgimento dessas delações também pode ocorrer devido erro no pareamento de bases durante a replicação do DNA mitocondrial e lesões oxidativas no DNAmt. A teoria do Limite de Hayflick explica por que idosos apresentam maior quantidade de delações em seus DNAsmt , pois esses defeitos ( erro no pareamento, lesões oxidativas e mutações na cadeia respiratória)  se tornam mais frequentes após esse limite é atingido.
O corpo humano opera de modo a constantemente buscar atingir a homeostase metabólica. Ao envelhecer, essa homeostase vai se tornando cada vez mais distante, pois o DNA humano já se encontra desgastado de uma vida longa de reproduções. As teorias genéticas explicam muito bem essa degeneração metabólica e tem ajudado o ser humano a se aproximar cada vez mais do enigma que é o processo de envelhecimento. 
Postado por: Artur Burle

Bibliografias: